Gabrielle Bonheur Chanel





Gabrielle Bonheur Chanel , (Saumur, 19 de agosto de 1883 – Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, Gabrielle “Coco” Chanel revolucionou a década de 20, com estilo e elegância, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. As suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial.

Libertou a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19. Um verdadeiro mito, Chanel reproduziu sua própria imagem, a mulher do século 20, independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.

Nascida em Saumur, França, em 19 de agosto de 1883, Chanel chegou a Paris aos 16 anos. A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos (dois meninos e duas meninas). O pai, Albert Chanel, era caixeiro-viajante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta dos filhos. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas em um colégio interno, enquanto que os irmãos foram trabalhar numa quinta.

Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também faz suas tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua estatura.

Com vinte e cinco anos, Chanel conheceu um rico comerciante de tecidos, o milionário criador de cavalos, Etienne Balsam, de quem se tornou amante e passou a viver.

Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco vai conhecer o grande amor da sua vida: um milionário inglês Arthur Boyle. Boyle a ajudou a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria se tornar um sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este amor, Chanel aprendeu a freqüentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Algum tempo depois, Boyle acabou a sua relação com Gabrielle para casar com uma inglesa e meses mais tarde morreu num desastre de avião.

Com este desgosto, Chanel abriu a sua primeira casa de costura, comercializando também seus chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas esportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Também inventou as primeiras calças femininas.

Foi também noiva do herdeiro inglês do carvão Arthur Capel, que a ajudou a abrir sua segunda loja em Deauville, na época um centro elegante da França. Capel morreu em 1924, vítima de um acidente automobilístico.

No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dimitri Paulovitch, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Paulovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras.

Em 1925, Chanel iniciou uma estreita amizade com o duque de Westminster, que a situou no mais alto escalão da aristocracia parisiense. Amiga também do compositor Stravinski – o qual se apaixonou por ela -, o coreógrafo Diaghilev, a bailarina Isadora Duncan, os artistas Jean Cocteau, Picasso, Salvador Dalí e outros igualmente célebres, Chanel esteve sempre ligada às principais correntes artísticas da primeira metade do século 20.

Em 1939, no início da Segunda Guerra, a estilista decidiu fechar suas lojas. Ela acreditava que não era uma época para a moda. Mudou-se para o hotel Ritz e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão Hans Dincklage, espião nazista, de quem se tornou amante.

No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de freqüentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve, portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça, em 1945, voltando a Paris somente em 1954, ano em que também retornou ao mundo da moda reabrindo a sua loja. Sua nova coleção não agradou aos parisienses, mas foi muito aplaudida pelos americanos, que se tornaram seus maiores compradores.

Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, começou a aparecer nas revistas de moda com a criação do seu tailleur (casaco, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.

Faleceu no Hôtel Ritz Paris aos 87 anos, no dia 10 de janeiro de 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.

Suas roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. A bolsa com alças de corrente dourada, o colar de pérolas, o tailleur e o vestido preto são os símbolos de elegância e status que marcaram para sempre a história da moda e são referência até hoje. Mas foi o seu perfume, o Chanel nº 5 – tido como o mais vendido no mundo -, que a tornou milionária.

O perfume foi criado em 1921 por Ernest Beaux a pedido de Gabrielle Chanel, que sugeriu: “Um perfume de mulher com cheiro de mulher”. Dentro de um frasco art déco – que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959 -, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista. O nome referia-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5.

Chanel libertou a mulher das faixas e cintas, dos corpetes apertados, das saias amplas de múltiplos babados e franzidos do fim do século 19 e começo do século 20. Em 1916, ela introduziu na alta-costura o jérsei de malha, os trajes de tecidos xadrez e a moda escocesa, com blusas de malha fina, as calças boca-de-sino, as jaquetas curtas e os casacos cruzados na frente e acinturados em estilo militar.

Para a noite, Chanel criou vestidos em negro metálico, vermelho escarlate ou bege. Laços e paetês eram os únicos enfeites e não impediam que as mulheres se movimentassem com rapidez, ágeis como pedia a estética de um século onde tudo se tornava automatizado.

O vestido negro, simples, com gola e mangas largas e punhos, a jaqueta de corte reto e a saia simples foram inovações da estilista. O nascimento do chamado “pretinho básico” data de 1926, quando uma ilustração na revista “Vogue” mostrava o vestido desenhado por Chanel – o primeiro entre vários que iria produzir ao longo de sua carreira.

Seus modelos simples, ao alcance da mulher de bom gosto e de poucos recursos, foram muito imitados e confeccionados em mais categorias de preços do que qualquer outra criação da alta-costura. Foi ela também quem introduziu as falsas jóias ao mundo da moda. Chanel sempre gostou de usar muitos acessórios, como colares de correntes ou pérolas de várias voltas.

O estilista alemão Karl Lagerfeld é, desde 1983, o diretor de criação da marca Chanel, tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. O estilo clássico criado por mademoiselle, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal.


Dúvidas? Faça uma Pergunta!
Nome:
Email: *email é opcional e não será publicado.
* li e concordo com o Termo de Uso





Escreva a sua opinião ou comentário nesta página:
Nome:
Email: *email é opcional e não será publicado.
* li e concordo com o Termo de Uso