Os Espartilhos
Mais do que uma peça de roupa Ãntima da mulher ocidental, associada ao erotismo, repressão e dor, o espartilho moldou o corpo feminino de acordo com a história de cada perÃodo. Ele atravessou quatro séculos, sobreviveu a regimes polÃticos, mudanças de comportamento e cultura, guerras e diferenças sociais.
Os espartilhos, usados por mais de quatro séculos, apesar de causar sérios problemas à saúde, além do desconforto e da obrigação de ostentar uma “cinturinha de vespa”, o espartilho era considerado pela aristocracia um sinal de superioridade, já que era um obstáculo ao trabalho.
A mulher modesta usava um corselete medieval, atado por cordões pouco apertados e amarrado na frente, ao contrário do corpete aristocrático, atado por trás, que exigia a ajuda de empregados. Os seios, foco da atenção por muito tempo, eram forçados para cima através dos cordões apertadÃssimos dos espartilhos. Mais importante do que a própria saúde, o uso do espartilho marcava a necessidade de se distinguir do povo.
Com o passar dos anos, o espartilho sofreu muitas mudanças e chegou até a ser abolido por um breve momento da história, por causa da Revolução Francesa. Suas transformações seguiram as tendências da moda, que por sua vez expressava o pensamento e modo de vida de cada época.
Também o desenvolvimento de novos materiais e a especialização na confecção desta peça de roupa Ãntima contribuÃram para o surgimento de novos modelos, mais confortáveis e práticos, até cair totalmente em desuso no inÃcio do século 20.
A moda, entretanto, com suas eternas variações, trouxe de volta, por várias outras vezes, a cintura marcada e a necessidade de peças Ãntimas que a modelasse. A moda fetichista, no inÃcio dos anos 90, assumiu o espartilho como um sÃmbolo de erotismo, da mulher dominadora e sexualizada
