Camauro e Camelauco
O Camauro (do latim camelaucum, do grego kamelauchion, significa “chapéu de pele de camelo”) é uma espécie de gorro usado tradicionalmente pelo Papa, no perÃodo do inverno. Os camauros são vermelhos com bordas brancas de arminho. Bastante utilizado durante a Idade Média, caiu em desuso nos tempos modernos, sendo reintroduzido por Bento XVI em 2005. Antes de Bento XVI, o último papa a aparecer em público com o camauro foi João XXIII.
O camelauco (do latim camelaucum) é uma espécie de barrete frÃgio, cônico, alto, de tecido branco, à moda frÃgia, que do Oriente passou a Roma, simbolizando a liberdade; sendo que, pelo fim do século IV, foi adotado pelos papas.
Não se confirma, historicamente, a tradicional afirmação de que o Papa Silvestre I recebeu de Constantino I o camelauco, em sinal da liberdade da Igreja. O certo é que os papas usavam, inicialmente o camelauco, sÃmbolo tradicional de soberania no Oriente, com a intenção de portarem uma peça distinta da mitra dos bispos.
O Camelauco deu origem à tiara papal. Alguns autores julgam que o camelauco tenha originado também o camauro.
Na Igreja Ortodoxa, o camelauco é uma cobertura de cabeça usada pelos monges (neste caso é de cor preta) ou concedida a um clérigo como sinal de distinção de sua dignidade (neste caso é vermelho ou roxo).
Trata-se sempre de um chapéu cilÃndrico, mas variando de estilo:
- O grego apresenta uma borda cônica aplanada no topo
- O russo é alargado e chato no alto
- o sérvio é liso e alto.
